Todo o ser humano gosta de uma boa ilusão, seja no papel de iludido ou de ilusionista, eu à propósito, me identifico com a segunda opção, assim sendo resolvi tratar nessa messiva idéias sobre tal tópico.
A escrita é um exercício de repetição, assim como o estímulo da imaginação, pois aí está o cerne da questão que me proponho a divagar...
Crescida em uma sociedade onde as palavras podem ferir ou curar, especializei-me nas duas artes. Facilmente firo com meu vocabulário, assim como não há esforço em consolar com o meu repertório de palavras corretas. Muitas vezes as palavras são sentidas no âmago, outras porém, não passam de mera formalidade. Cuidadosamente me dirijo ao meu interlocutor, pensando e repensando sobre todas as conseqüências das minhas palavras, caso elas precisem ser duras, mas a pessoa não está preparada, guardo todas elas dentro do meu bem cuidado dicionário...
Vagas, dissonantes, talvez. Mas lembrem-se, eu os avisei desde o inicio, essas são divagações... não ouso, ou pretendo, definir novos paradigmas ou transpor tabus, apenas faço um exercício de escrita e imaginação sobre o que sou, uma aprendiz ilusionista que engatinha nas artes da divagação e da convivência consigo mesma.
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